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Oh, my.... When??
Ando cansada; não, ando muuuuito cansada,cheia de tudo e precisando tirar férias. Acho que é isso;também preciso de alguém ao meu lado; uma figura masculina que me abrace de vez enquando, faça café pra mim,me olhe como se nunca tivesse me visto mais linda....bom, não necessariamente na mesma ordem, e tbm não vou expor tudo aqui. O caso é que estou trabalhando demais, estudando demais....tudo demais, menos o que interessa!
Quero viajar, mas quando e para onde... o difícil é conseguir um dia para isso, o destino é o de menos; ai...nem sei mais...minha mente está sendo tomada pelos prazos, pela pressão ( não pelo que eu gostaria,mas...não tem outra solução...por enquanto)
Preciso me libertar, mas tenho que ver um dia para isso!
Escrito por Fernanda P. às 21h56
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Boa parte do mundo inclusive você até hoje segue os conselhos de Confúcio, um sábio barbudinho chinês que viveu há cerca de 25 séculos
por Mariana Sgarioni
“Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você.”
Diga a verdade: isso não lembra uma bronca da vovó, naquele dia em que você resolveu esconder o brinquedo do seu irmão menor? Por mais que o tom não seja dos melhores, a frase faz todo o sentido. Trata-se de um conselho baseado na ética, no respeito ao próximo, na convivência harmônica com o outro. Deve ser por isso que você, depois de adulto, vem repetindo esse pensamento um milhão de vezes, sem se perguntar muito de onde veio.
Agora pasme. Essa frase é velha, muito velha. Ela veio da China, da mente de um homem que viveu cerca de 500 anos antes de Cristo e que revolucionou todo o modo de pensar do mundo em seu tempo. Suas idéias sobre uma ética humanista e a fraternidade universal sobreviveram aos séculos e impregnaram o modo de vida de milhares e milhares de pessoas, chegando até o Ocidente e aos ouvidos da sua avó.
Confúcio era o nome desse homem.
Visão do futuro
Autor do livro O Valor do Amanhã, o economista Eduardo Giannetti apelidou esse comportamento de “miopia temporal”,uma anomalia em que tanto o indivíduo como a sociedade vêem com muita intensidade aquilo que está próximo, mas não conseguem ter a mesma clareza em relação aos seus interesses futuros. Em poucas palavras, temos uma gigantesca incapacidade de cuidar do nosso próprio amanhã. “O Brasil é muito impaciente, é como uma criança que não consegue esperar pelo almoço para ganhar o doce”, afirma Giannetti. “Esse comportamento se reflete em todas as esferas: dos governantes que não apresentam um projeto decente para a educação, algo essencial para as gerações futuras, ao brasileiro de classe média que não quer nem pensar na sua aposentadoria.”
Em seu livro, Giannetti faz uma profunda análise de como o conceito de juros não se restringe apenas ao mundo da economia, podendo ser encontrado tanto numa comunidade de esquilos como no momento exato em que um jovem decide usar drogas. Tudo, segundo ele,obedece à lógica dos juros, em que as ações de hoje têm um impacto positivo ou negativo no futuro, dependendo de nossas escolhas.
“As trocas no tempo são uma via de mão dupla”, escreve o autor.“A posição credora pagar agora, viver depois é aquela em que abrimos mão de algo no presente em prol de algo esperado no futuro. O custo precede o benefício. No outro sentido, temos a posição devedora viver agora, pagar depois. São todas as situações em que valores ou benefícios usufruídos mais cedo acarretam algum tipo de ônus ou custo a ser pago mais à frente.”Ainda de acordo com Giannetti, essa eterna tensão entre presente e futuro é uma questão que permeia a existência dos seres vivos na Terra, do esquilo que guarda obsessivamente todas as nozes que encontra pela frente, como se sempre esperasse pelo pior, ao jovem drogado que, ao destruir os neurônios por causa da maconha ou cocaína, comete uma “exploração intrapessoal” ou seja, explora o velho que ainda será em prol de um prazer imediato.
Escrito por FERNANDA PORTO às 21h26
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cont.
Salvar o mundo
O filósofo e educador Kung-Fu- Tzu (Confúcio é a latinização do nome em chinês, que significa Venerável Mestre Kung) nasceu em 551 antes de Cristo, numa pequena cidade do estado de Lu, onde hoje é a província de Shantung, na China. O cenário naquela época era assustador o país havia sido fragmentado em um grande número de estados governados por nobres que tinham a guerra e a matança como seu principal passatempo. Sem contar que a corrupção corria solta e os governantes viviam explorando seus súditos. Enfim, tinha muita gente na miséria e pouca gente se dando bem.
Confúcio, que desde cedo se demonstrou um estudioso inveterado das tradições chinesas, começou a desenvolver seu pensamento diante desse pano de fundo absolutamente caótico. Para salvar a civilização do pandemônio, dizia ele, era preciso restaurar o mundo sob uma base ética. E o único jeito para isso seria inventar um novo código de conduta que todos deveriam seguir, a começar pelos governantes. “Se o rei for honesto, quem mais ousaria ser desonesto?”, perguntava.
O primeiro humanista
A base que permeia todo seu pensamento é o ren, que pode ser traduzido como benevolência ou humanismo.O que quer dizer isso? “A virtude está em amar todos os homens, sem exceção”, dizia. É bom lembrar que ele proferiu essa frase 500 anos antes do nascimento de Cristo, autor do “Amai-vos uns aos outros”.No pensamento confuciano, a frase é a síntese de dois conceitos: amor e altruísmo.O primeiro marca a idéia de afeição recíproca, compreensão e equilíbrio entre as pessoas. O segundo segue a linha da ajuda desinteressada, sem esperar nada em troca.
Mas como disseminar uma mensagem pacifista num mundo dominado pela guerra? Para Confúcio, o jeito era investir na educação. Embora seu sonho fosse conseguir um cargo de liderança, o sábio passou a vida toda lecionando. Ele ensinou suas idéias não apenas aos futuros governantes da China, mas a todos os que quisessem aprender. “Para ele, o principal motivo da degradação da humanidade estava na falta de educação. Se todos, sem exceção, fossem devidamente educados, saberiam como viver em harmonia”, diz André Bueno, sinólogo e professor de filosofia da Universidade Gama Filho (RJ). Sua linha de ensino levava em conta as aptidões individuais e pretendia desenvolver em cada aluno seu caráter e sua humanidade, sem que ele precisasse decorar fórmulas e conhecimentos técnicos. Confúcio certamente estaria se revirando no túmulo se soubesse a forma como os alunos estudam hoje para as provas do vestibular.
O silêncio
Apesar de passar boa parte da vida estudando e ensinando , Confúcio nunca escreveu um tratado contendo suas idéias. Seu pensamento foi condensado em frases curtas e organizado por seus discípulos depois de sua morte no livro chamado Os Analectos. O livro contém breves afirmações, diálogos e até anedotas pode- se dizer que os Analectos estão para Confúcio assim como os Evangelhos estão para Jesus. Com certeza, você já ouviu ou leu algumas dessas frases, seja no dito popular, seja nos biscoitinhos da sorte que vêm com a comida chinesa. E foram esses pequenos conselhos que se tornaram um conjunto de normas de comportamento seguidas até hoje pelos países asiáticos ou seja, por mais da metade do planeta.
Mesmo que para nós seus conselhos possam soar como sabedoria de bolso, Confúcio detestava blábláblá. Para ele, quem fala muito tem um pensamento superficial à medida que a reflexão sobre algum assunto se aprofunda, o silêncio aumenta. “Quem possui a suprema virtude da humanidade reluta em falar”, dizia. Não era raro ele recusar-se a responder alguma questão: apreciava o silêncio. Considerava-o imprescindível e necessário, assim como o espaço vazio na pintura. A busca pelo silêncio tornou- se tão profunda em sua vida que, certo dia, pouco tempo antes de morrer, disse a seus discípulos: “Desejo não mais falar”. Os discípulos, perplexos, perguntaram de que forma então ele iria continuar a propagar seus tão sábios ensinamentos. A resposta não tardou: “O céu fala? E mesmo assim as quatro estações seguem seu curso e centenas de criaturas continuam a nascer.O céu fala?”
Na boca do povo
Pérolas de Confúcio em nossa vida: • “A virtude está em amar todos os homens”
• “Não faças aos outros o que não desejas para ti”
• “Quem diz o que não deve perde o amigo; quem não diz o que deve perde a palavra. O sábio não perde nem o amigo nem a palavra”
• “Um cavalheiro deveria ser lento ao falar e pronto no agir”
• “A virtude não é solitária ela sempre tem vizinhos”
• “Quando a natureza prevalece sobre a cultura, obténs um selvagem; quando a cultura prevalece sobre a natureza, obténs um pedante. Quando natureza e cultura estão em equilíbrio, obténs um cavalheiro”
• “Nunca vi ninguém que amasse tanto a virtude quanto o sexo”
Créditos: Vida Simples - site
Escrito por FERNANDA PORTO às 21h23
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Existe sim uma expectativa sobre as coisas de sentir. Não que haja grande lógica nas lógicas pessoais, porque de serem pessoais já são arriscadas, desmerecíveis, inalcançáveis. Então melhor é sentar na beira da cama, talvez com a televisão ligada, talvez com um cigarro de muleta nos lábios, talvez com um caderno no colo rabiscado, um livro querido, uma pessoa dormindo nos lençóis. Talvez nada disso e fora de si. E dessas pequenas grandes coisas que nos assombram e nos adornam e nos encorajam, tiramos o sabor, seja qual for, de viver: entre pedras, entre manchas, entre ser-o-que-nunca-fomos. Isso não é ruim. É; como herança maldita, como falência das nossas rimas e versos, como a aprovação da ignorância em nós, como todos os dias enfrentar carros, largar o prato em cima da mesa, deixar a toalha molhada no chão, não abaixar a tampa do vaso. Acho que entederão.
Escrito por FERNANDA PORTO às 19h28
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A liberdade está entre Sartre e a lagartixa
Arnaldo Jabor
Um espectro ronda o Ocidente: a liberdade. "Liberdade, para quê?", dizia Lênin. "Nunca fomos tão livres como durante a ocupação nazista", escreveu Sartre, numa frase que nunca entendi, que sempre me pareceu uma frescura verbal francesa. Assim começava o artigo que eu estava a digitar sobre a subida de Haider na Áustria, sobre os fanatismos que vêm por aí: bandeiras de sangue, massacres deliciosos para saciar a humana fome de violência. E continuei: Hoje, temos a vitória de uma liberdade "de mercado", morna, sem metafísica. O Homem (como o chamávamos) caiu de nível, em matéria de aspirações. Aquele anjo com um futuro glorioso virou um sujeito de bermudas abacate e camisa laranja, falando no celular e num mundo chato como um parque temático. Fiquei inspirado, meio "sartreano" e escrevi: Ninguém quer ser livre. A liberdade nos faz desamparados, pequenos, perdidos no universo. Queremos respostas, líderes, até castigos, para não sermos indivíduos soltos na galáxia, sem rumo. Foi aí que me apareceu a lagartixa. Uma lagartixa, aqui no escritório com ar-condicionado, no 14º andar? Ela estava sozinha, na parede, me olhando em alerta. Era mínima e preta _ por que "preta"? Que fazia a lagartixa aqui, nesta sala asséptica? Eu estava numa crise de solidão, rascunhando o artigo, quando ela chegou, com olhinhos de alfinete, elétrica. Isso me esquentou a alma; fiquei feliz, sentindo-me acompanhado. Mas a lagartixa não deu a colher de chá de me incluir em seu mundo, enquanto eu, ridiculamente, projetava nela a minha solidão, como se ela fosse minha colega no vasto universo. Entre mim e ela havia uma perversão de "humano", sempre em busca de sentido. Ela não ansiava por nada, a não ser mosquitos; ela não me atribuía sentido algum, como eu, doente animal, a ela. Ela não se sentia sozinha, ali, sem pai nem mãe. Quem a pariu? De que ovo veio esta alpinista aqui na sala pós-moderna, de aço e vidro? Ela me olhava intensamente; senti-me espionado, constrangido. Eu penso: Como ela me vê? Como é ser uma lagartixa, me olhando ali da parede gelada? Bem, a lagartixa teria uns seis centímetros e eu tenho um metro e noventa de altura e uma espessura além do que gostaria (ando meio gordo). Já a lagartixa está magrinha, chiquérrima, pela ausência de insetos neste álgido prédio pós-utópico. Fazendo as contas, em volume, eu sou umas 15 mil vezes maior que a lagartixa. Imagino-me diante de um gigantesco lagarto 15 mil vezes maior que eu, me olhando numa sala infinita. Qual seria o tamanho de meu terror? Eu era uma galáxia para ela, podendo esmagá-la e, no entanto, ela não fugia _ela apenas contemplava nossa "diferença", como diria um Baudrillard. Senti-me amargamente superior e pensei: Ela não faz filosofia porque não sabe que vai morrer, como nós... A presença da lagartixa fazia meu artigo mais óbvio. Caro leitor, nós não temos prestígio junto à lagartixa; ela não ajuda, não quer diálogo. Pensei mais: A lagartixa nunca formará exércitos nem bandeiras para minorar a dor de sua existência, porque ela não acha sua existência absurda. A lagartixa não tem história. E continuei meu artigo: Quando o Francis Fukuyama disse que a história tinha chegado ao fim, a revolta que estalou entre os intelectuais foi porque o esperto japonês deu uma machadada na nossa fome de destino, de "sentido". O que ele disse no fundo, foi o seguinte: "Vocês, homens, não têm importância alguma. Abram caminho para a história das mercadorias!". Fukuyama botou o dedo em nossa ferida histórica _ nós temos alma de homem e vida de lagartixa. Nossas vidas não tem futuro, bóiam num "enorme presente". A liberdade é aterradora, ninguém quer ser livre. Precisamos de uma ideologia para poder viver, escrevi. Aí, a lagartixa se moveu. Virei a cabeça e ela estacou, atenta. Procuro escrever, apesar de a lagartixa me observar do alto. Continuo: como disse o poeta Bruno Tolentino: "Vivemos à míngua de esplendores!". "Qual seria a opinião da lagartixa sobre isso?", pergunto-me. A lagartixa começa a virar uma espécie de superego, de "copy desk" do meu texto. Resisto e continuo minha dúvidas sob seu frio silêncio: na linha de pensamento de um Richard Rorty, eu até acho que essa crise de utopias pode ser o início de uma filosofia mais analítica, pragmática... _escrevi, no instante em que vi a lagartixa, num flash, devorar um mosquito perto da lâmpada, como que comprovando minha tese. "A verdade (nossa e da lagartixa)", diria Rorty, "é o que nos é útil, o que funciona". No momento histórico atual _continuei, meio puto, pois a lagartixa virou-me as costas satisfeita, abanando o rabinho_, sinto na Áustria o prenúncio de uma fome de batalhas. Temos sede de sangue. Olhei para a lagartixa, que me ignorava, sem demonstrar apoio ou discordância. Pensei em matá-la, sem dó, aqui no alto do prédio, ou queimá-la como a um judeu. Ela estava agora grudada na vidraça, com o "skyline" de São Paulo ao fundo. Mas, sempre culpado, peguei uma folha de papel branco e resolvi salvá-la. Ela fugiu de minha bondade, humilhando-me ainda mais. Mas acabou deslizando para a página branca, "como um verso de Mallarmé" (arghh!...). Levei-a com delicadeza na folha, sentindo-me um deus ecológico e bom. Encaminhei-a para a parede externa do prédio e ela começou a descer. Mas nem me agradeceu."A mim, ninguém protege", pensei, "onde está a mão de Deus que me levará a um bom porto?". Vi que estava com inveja da lagartixa. Voltei ao computador mais sozinho. E terminei meu pobre artigo com o coração apertado: Para que esses textos? Para onde vou eu e toda esta turba de egoístas à espera do asteróide? Foi para isso que a humanidade lutou tanto? Para virar esse videogame sem sentido?. Foi então que me bateu a verdade inapelável e cruel: entre mim e o bichinho só havia sua superioridade filosófica. E finalmente, entendi a tal frase do Sartre: nunca seremos tão livres como aquela lagartixa.
Escrito por FERNANDA PORTO às 23h55
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E POR FALAR EM SAUDADE....
Fazia tempo que não aparecia por aqui, tanto tempo... atualizava meu outro blog, mas este, este ficou meio de lado. É meu cantinho especial também, e gosto demais de me expressar;a falta de tempo também ajudou, confesso; voltei a trabalhar e aí... bom,voltei; não digo que sempre, mas venho atualizar uma ou duas idéias de vez enquando.
Então... to numa dúvida de qual obra escolher, para um trabalho na facul... farei sobre POUGIN...nem sei se é assim que se escreve, mas é sobre ele mesmo; tentei Frank Lloyd, mas ele já deu o que tinha de dar pra este ano, e então resolvi tentar artistas novos.... espero que dê certo. Bom, algo tem que sair. Em breve, volto com mais notícias e adiantamentos do mesmo.
Escrito por FERNANDA PORTO às 23h35
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Almas Perfumadas (Autor Desconhecido)
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava
e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Escrito por FERNANDA PORTO às 12h41
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De Nelson Botter Junior.
Confraria da Vila, esse era o nome. Pode-se dizer que não passava de uma espécie de clubinho fechado, uma panelinha, pois só havia quatro membros e ninguém mais podia entrar. Acontece que Henrique, Carlos, Edson e Luís gostavam de confraria. "É mais pomposo", dizia Edson. Tudo bem, ficou. E ao longo de quatro anos os encontros semanais no Vila Bar (daí o nome da confraria) se desenrolaram regados a muita cerveja Original e calabresa acebolada "no capricho", como dizia Henrique. Mesmo quando alguém estava doente ou com algum outro compromisso, dava-se um jeito de cumprir o ritual. Ninguém faltava. "A confraria é sagrada", dizia Luís.
Nem as esposas conseguiam atrapalhar as reuniões dos quatro, que aliás tinham como tema central o assunto: mulher dos outros. Essas é que valiam a pena. Todas as mulheres acompanhadas no bar passavam por uma séria observação, estudo geométrico, análise técnica de pesos e medidas, e algumas vezes rendiam até algumas abordagens mais pecaminosas. Sempre venerada e idolatrada, a mulher dos outros era tão ou mais sagrada que a própria confraria. Talvez só as juras de amizade eterna entre os quatro eram mais sagradas que tudo. "Mulher dos outros é uma vez e nunca mais", dizia Carlos. E assim a Confraria da Vila seguia firme e forte.
Mas, então, algo aconteceu...
Carlos parou de ir, assim, do nada. Pior: Luís também. Os dois, sem mais nem menos, simplesmente sumiram. Nem telefone atendiam. Henrique e Edson sentiram o baque já logo na primeira ausência dos dois. Depois, na segunda vez, o assunto era inevitável: o fim do casamento de Luís.
- O Carlos foi o pivô da separação do Luís - disse Henrique. - Você está querendo me dizer que o Carlos estava saindo com a mulher do Luís? - Não, Edson, nada disso. - Então como o Carlos foi o pivô da separação? - É que... agüenta firme agora, amigo, o que vou falar é muito chocante: o Luís tinha um caso com o Carlos. - O quê??? - É isso mesmo que você ouviu. Eles tinham um caso e a esposa do Luís descobriu... - Não pode ser, Henrique, deve haver algum engano nessa história aí. - Nenhum engano, a mulher do Luís que me contou. - Estou chocado! - É, eu também não fazia idéia desse lado dos caras. - Como isso é possível? Como? - Acho que todo mundo tem sempre algo a esconder, sei lá. - Mas espera aí... a mulher do Luís te contou isso? E desde quando vocês se conhecem? - É... bem... há um tempo já... - Não acredito, você também comia a mulher do Luís? - O que você quer dizer com "você também"? - Eu não disse isso... - Disse... Porra, Edson, não se faz de santo! Você também comia ela??? - Não, não comia... comi, mas uma vez... sabe, mulher dos outros é uma vez e nunca mais... - Caraca, tô chocado. - Somos a Confraria da Putaria, isso sim - Edson se irritou. - Mas descobrir que o Carlos comia o Luís foi foda. Ou será que o Luís comia o Carlos? Edson deu um soco na mesa indignado. - Bom, se acalma aí que vou mijar rapidinho - disse Henrique levantando-se em direção ao banheiro. Edson aproveitou para pegar o celular e fazer uma ligação. - Alô, Carlos? Seu filho da puta, miserável, patife! Satisfeito agora? Além de acabar com o casamento do Luís, você acabou com tudo! Que porra de confraria o quê! Tô falando do amor que te dei, dos momentos que compartilhamos juntos, de nossas noites de sexo apaixonado! Como você pôde me trair com o Luís, seu cachorro, como você pôde fazer isso comigo??? Me diz, o que vai ser de mim agora sem você? Nelson Botter Junior é cronista do Blônicas às terças-feiras.
Escrito por FERNANDA PORTO às 12h08
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...
bege. árido.

o cão estoura a guia.
tem força.
não tem direção.
aridez. terra batida.
tem água minando de algum lugar....
tem água minando de algum lugar....
Escrito por FERNANDA PORTO às 08h29
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Salut!!!
Gente, estou descuidando demais do meu cantinho e isso me entristece bastante;mas saibam, que mesmo que eu demore um pouco, nunca esqueço daqui e de vcs; o mesmo acontece com o Nanda's Blog, que excedeu os posts e até que eu regularize tudo, vai ficar sem novos posts; mas não o abandonarei, muito pelo contrário, tenho muuuuuita vontade de vir todos os dias e presenteá-los com coisas novas, mas o tempo é fogo!
Então... dia 17 foi meu niver, e nem pude vir aqui pra compartilhar minha alegria, mas tudo bem, estou voltando galera!!!!!
Escrito por FERNANDA PORTO às 11h01
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MONEY QUE É GOOD, NÓS NÃO HAVE!!!!!
Pois é, podem chamar do que quiserem... money,bufunfa,cascalho,grana... a verdade é que a situação nos últimos tempos, não anda lá aquelas coisas...acho até que nunca andou, mas agora está demais!!! ônibus subiu para R$ 2,00 reais e ainda tem gente que diz estar tudo ótimo!!!!! vejam minha situação: estou sem emprego,sem dinheiro, estou indo atrás do que fazer, praticamente todos os dias, e ainda pra melhorar, tem essa do aumento do ônibus! sorte a minha que tenho meu pai, que paga minha faculdade; mas mesmo assim, sendo meu pai, ainda sinto um desconforto em ele assumir minhas contas....é chato, sabe? bom, mas sinto que logo as coisas irão melhorar!!! tem que melhorar, pq senão, não sei o que farei.
Escrito por FERNANDA PORTO às 11h48
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A sua hora vai chegar. Você tendo relógio ou não.
Escrito por FERNANDA PORTO às 10h27
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Monólogo de uma Lua
Sou a Lua
Satélite dizem que sou
Mas o que sei é que vivo a rodar
Rotação
Revolução
Translação
Sou uma mulher de fases
Lua Nova menina eu volto a ser
fico diante do sol a contemplá-lo
tudo é festa, tudo é belo
De dia no céu eu passo a figurar
Mostrando minha beleza tão singular
Lua Quarto Crescente volta e meio eu sou
metade de mim iluminada podem me ver
Ao sul eu lembro um C de Coração grande
e ao Norte eu lembro um D de Desejo, é assim
que me sinto é assim que me mostro aos corações
apaixonados.
Lua Cheia não demoro a ficar
esplendorosa porque não?
Neste dia sou mistério, sou o oculto.
Sou o etéreo.
A terra me ponho a contemplar
Iluminando os namorados e os
Pescadores em alto mar
Ahhh! Ser Lua Quarto Minguante
Coração e Desejo ou Carinho e Devoção
Sinto o sol ardente me possuindo
Em um eclipse espetacular
Neste dia glorioso o inicio de tudo
Acontece, a união do sagrado feminino e
masculino e a origem da vida se faz.
Escrito por FERNANDA PORTO às 22h17
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Título: A fantástica volta ao mundo - registros e bastidores de viagem Autor: Zeca Camargo Gênero: relato de viagem Editora: Globo Formato: 13,7 X 20,8 cm Formato: 17x24cm Páginas: 408 ISBN: 85-250-3952-7
Preço: R$ 35,00
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A FANTÁSTICA VOLTA AO MUNDO Zeca Camargo
Quatro meses longe de casa. Mais de 100 mil quilômetros percorridos em 54 trajetos de avião. Dezessete exuberantes países visitados ao redor do planeta. De maio a setembro de 2004, o Brasil acompanhou pela TV Globo os desdobramentos da singular aventura turística comandada pelo repórter Zeca Camargo. Detalhe: a cada semana, cabia ao público escolher o próximo destino da viagem, por meio de votação ao vivo durante a exibição do Fantástico. Em A FANTÁSTICA VOLTA AO MUNDO - REGISTROS E BASTIDORES DE VIAGEM POR ZECA CAMARGO, o jornalista e apresentador revela aquilo que o telespectador não viu na televisão. Da concepção do projeto aos obstáculos práticos para a produção, o autor conta a história (e as histórias) de sua experiência de jornalismo itinerante: as grandes surpresas, os personagens mais marcantes, as impressões de um brasileiro ao conhecer lugares e culturas tão diferentes.
Zeca Camargo detalha a exaustiva rotina de trabalho e descreve as maiores e inesperadas dificuldades que surgiram pelo caminho. Em tom pessoal, são narradas as passagens mais emocionantes da viagem, bem como as sensações de quem vive a oportunidade única de dar uma volta ao mundo. Para quem viu, fascinado, a série de reportagens no Fantástico, o livro contém tudo o que as câmeras nem sempre puderam captar. Para quem perdeu as matérias da tevê, é a chance de conferir o registro de uma deliciosa maratona pelos cinco continentes, sob a ótica do autor, que escreve com bom humor sobre, por exemplo, os trajetos intermináveis (24 horas de avião do Uzbequistão à Ucrânia), as "roubadas" antológicas (levar 130 quilos de bagagem pela escada, num hotel sem elevador da Austrália), as noites de ansiedade (na vã esperança de enviar reportagens ao Brasil por um provedor de internet queniano) e as experiências de risco (comer ovo de pato fecundado, nas Filipinas), entre outras aventuras. |
Escrito por FERNANDA PORTO às 13h02
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Salí!!!
Ano Novo,vida nova e template novo! gostaria da opinião de todos sobre o que acharam da mudança....eu gostei demais!!!!
Livro EM VOLTA DO VINHO. Um livro para Saborear. Como um bom copo.
Resgatar sensações e emoções despertadas em torno de um bom vinho e fazer um brinde ao convívio social que ele proporciona. Esta é a proposta do livro do jornalista Renato Machado, Em Volta do Vinho , que a Editora Globo lança em dezembro de 2004, em todo o Brasil.
Dirigida a leigos e iniciados, a obra faz uma seleção atualizada das melhores colunas publicadas pelo repórter no jornal O Globo, nos últimos seis anos, e compõe um brocado de memórias, impressões pessoais e informações úteis que tem o seu inconfundível sabor narrativo.
No capítulo referente ao Velho Continente, no qual conhecimentos gerais de História e Geografia se entremeiam constantemente com reminiscências e dicas de enologia, Renato Machado propõe um passeio pelas maiores regiões produtoras da Europa para relembrar marcas de grande prestígio e descobrir outras, indicadas por ele.
No capítulo Harmonia à Mesa, o leitor recolhe informações básicas de como casar pratos e bebidas, sejam eles assados, pescados, preparos regionais ou queijos e vinhos. Em O Nome da Uva, uma cesta básica das mais importantes uvas cosmopolitas e regionais cultivadas em todo o mundo explica a procedência de alguns dos maiores vinhos da atualidade.
Há ainda um capítulo especial sobre o Novo Mundo, no qual o expert analisa as principais tendências do mercado; um capítulo sobre os distintos tipos de vinhos existentes - do rosé ao tinto, do champanhe ao vinho de sobremesa -, e um último, saborosíssimo, intitulado Impressões em Branco em Tinto, no qual o Renato Machado perfila os mais caros episódios da sua iniciação na arte de apreciar um bom vinho.
Por tudo isso, Em Volta Do Vinho é obra imperdível. Um livro para saborear. Como um bom copo de vinho.
O autor. Renato Machado é um dos jornalistas mais experientes da televisão brasileira. Programador, produtor e apresentador, foi editor do Jornal do Brasil entre 1970 e 1982. Na TV Globo desde o início dos anos 80, foi correspondente na Europa durante cinco anos.
Atualmente, comanda o telejornal Bom Dia Brasil e assina uma coluna de vinhos no jornal O Globo e na revista Monet. É comentarista de vinhos da rádio CBN, onde tem um programa diário, Momento do Brinde, e autor e co-diretor dos documentários de vinhos da série Reserva Especial do Canal GNT.
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Ficha técnica: Título: Em volta do vinho Autor: Renato Machado Gênero: Enologia, Culinária, Gastronomia Editora: Globo Formato: 14 X 21 cm Número de páginas: 248 Preço: R$46,00 ISBN: 85-250-3875-X Código de Barras: 9 788525 03875 3 Site: www.globolivros.com.br
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Tirado da revista Monet - Jan2005
Escrito por FERNANDA PORTO às 12h57
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